Porque a vida continua sempre e de nada vale guardares as palavras só para ti

Viver longe levou-me tanta coisa mas também me trouxe tantas outras... principalmente cenas em que pensar. Pode parecer cliché, mas a...


Viver longe levou-me tanta coisa mas também me trouxe tantas outras... principalmente cenas em que pensar.

Pode parecer cliché, mas a verdade é que só quem sai do país é que realmente percebe a agonia que é estar longe das pessoas que mais gostamos.

Durante quase 6 demorados anos dou conta do quão o universo foi generoso comigo: hoje dou por mim a sentir vontade de prolongar todos os momentos com aqueles a quem regresso tantas vezes e tenho a vontade amarga de lá ficar, envolvida pela doce marca que deixei lá dentro deles quando parti.

Hoje reaprendi a amar.

Há tantas alturas em que a minha voz levanta a vontade que tenho de desistir... Tenho medo. Todos os dias tenho medo que este peso de viver entrelinhas descalce as memórias da casa que já foi minha. 

Carrego o mundo às costas e sinto-me incapaz de dar mais um passo. Voltar a casa é um abraço sem espaço, mas é também um abanão a dizer: "tu não estás sozinha".

Infelizmente ninguém nunca me explicou que quando emigras deixas de ser tu e passas a ser "a emigrante". As saudades começam a acordar-te todas as manhãs e dás por ti às voltas com a almofada a contar os dias... 

Mas vocês nem imaginam o que é para "nós", mim, voltar a casa todos os verões... Espero dias a fio para me encher de certezas. Onde me encontro antes do que sou agora e mato saudades das histórias que me voltam a relembrar de que, a vida continua e de que nada vale guardar as palavras só para mim.

A vontade de criar o blog veio desta ausência... O de acordar com saudades, o de querer que o tempo que me separa da minha familia e amigos não existisse. E a única forma que encontrei de abraçar o que nos separa é a escrever o que sinto. 

Escrever faz me acreditar que assim serei mais forte. Faz-me não ter medo de dizer que vocês fazem me muita falta. Bolas, se fazem!

E quero mesmo, muito, continuar a acreditar que nunca vou aceitar desistir de escrever enquanto as saudades estiverem aqui. 


Metamorfose

Quase a fazer anos e começo a fazer um balanço de tudo o que fiz e ficou por fazer este ano. Acho que foi o ano mais difícil que tive d...


Quase a fazer anos e começo a fazer um balanço de tudo o que fiz e ficou por fazer este ano. Acho que foi o ano mais difícil que tive desde que cheguei a Paris. Vejo-me num pôr-do-sol cansado, as linhas do mar começam a rasgar o meu rosto sem dar conta do reflexo delas, mas o sonho de voos mais altos nunca deixam as minhas asas descansar. 

Tive de tomar várias decisões importantes para mim, e acreditem, eu não sou nada boa nisso. Ainda não fiz outra coisa desde que cá cheguei. Ganhei coisas, talvez a melhor delas todas, mas tive que deixar tantas outras que ainda hoje fazem mossa no meu coração... Este fica sempre perdido no embalo do céu sem saber a que casa voltar. 

Foi e tem sido um ano difícil, talvez um acumular de quase 5 anos num país que eu nunca consegui chamar de meu. Onde os rostos calorosos deram lugar aos traços vazios e o aconchego dos colos que me acalmam os medos passaram a ser a minha almofada. Sim, é preciso coragem para sonhar! 

Mas olhem, o mais importante é que, apesar de todas os loupings deste(s) ano(s), eu acredito que está perto o dia em que vou voltar de vez para ver o pôr-do-sol da minha casa - aquele que desperta o melhor de mim. Já fiz tantos sumos de laranja com ele, e não o troco por nada! 

Nunca o trocarei.

Quero ser o melhor!!! ... O melhor médio!

Não tenho por ambição ser o melhor. Ser o melhor no "sonho que sempre tive". Trabalhar enquanto os outros dormem para lá chegar...


Não tenho por ambição ser o melhor. Ser o melhor no "sonho que sempre tive". Trabalhar enquanto os outros dormem para lá chegar porque “everything is possible, as long as you follow your dream” - como os Amâricânos dizem (#blaimmurciaforeverythingwrongwithyou). Mas que sonho?

E o que acontece àqueles que não sabem qual é *o* sonho? O que acontece àquele que aos 33 anos não descobriu *o* sonho que o devia ter motivado a abandonar a faculdade e fundar a rede social, o motor de busca, o carro elétrico, o foguete que vai salvar a humanidade e ser a inspiração de milhões de jóves em todo o mundo? 

Uma vez, quando voltei dos Estados Unidos e estava em plena fase de deslumbramento de Silicon Valley e de empreendedorismo, em casa do P.T. e com o N.S., fiquei extremamente ofendido (até me afastei deles fisicamente no momento) quando me apercebi que uns dos meus melhores amigos não eram (nem queriam ser)... EMPREENDEDORES! La catastrophe!!!

Passados 2 ou 3 minutos de neura: aceitei. Aceitei, porque são meus amigos. Porque tenho a sorte de admirar todos os meus melhores amigos, e os considerar como das pessoas mais inteligentes que já conheci.

Aceitei, mas continuava a não “computar” a 100% na minha cabeça. Arrumei aquele sentimento de indignação no baú. Mas, como agora me apercebo, esta era uma ideia com a qual inconscientemente me identifiquei. Como todas aquelas que me despertam curiosidade, mas que, na altura, não fazem sentido a um nível que ainda não é claro para mim - ficou germinar qual “Inception”. Damn you P. DiCaprio e N. Gordon-Levitt!!

Só há pouco tempo é que consegui ter a coragem de externalizar e falar desta ideia (como se fosse minha) ao A.D. e à T.S., e só hoje (pela primeira vez na vida) a materializar sob a forma de texto.

Mas fico contente por o ter feito. Fico contente porque sinto que sou eu. Fico contente por ter conseguido expressar esta ideia/sentimento sem medo (not really… but still...) de ser julgado por outras pessoas que admiro muito. Que estes sim são os verdadeiros inspiradores de multidões, os Rambos empreendedores que claramente estão a ajudar a melhorar o mundo, agora! Cliché back on (mas ainda assim verdadeiro): “que realmente saíram das suas zonas de conforto e arriscaram por eles, mas também pelos outros”.

Claro que, como bom bicho-do-mato lógico e teimoso (aka engenheiro) que sou, não podia deixar de escrever sobre um problema sem ter uma conclusão. Ou só mesmo porque afinal não me estou assim tanto a cagar (ups…) para a opinião dos outros que vão ler este texto.

Voltando ao título deste négócio (como eles fazem nos filmes ou nas cantigas de antigamente): acho que atualmente consegui aceitar que não quero ser o melhor *na* cena! Vou ser médio em várias! O melhor médio que conseguir ser, mas médio ainda assim! Por dois simples motivos:
1) não sei qual é a cena
2) gosto demasiado de várias cenas

Não consigo focar suficientemente a minha atenção numa só cena. Não consigo, nem me vejo como o SME (“subject matter expert”, como agente diz nas empresas multinacionais desse grande país que é o estrangeiro) em nada nesta bida, porque não me identifico com a definição: expert /ˈɛkspəːt/ noun 1. a person who is very knowledgeable about or skilful in a particular area.

Acho que, pelo menos neste momento da minha vida, consegui aceitar que o facto de não ser considerado “expert” (especialista) em nada, nem o ambicionar ser, não significa necessariamente uma desacreditação daquilo que fui construindo tanto a nível pessoal ou profissional - pelo menos eu quero muito acreditar nisso.

Quero ajudar os outros e ser útil para a sociedade, mas quero fazê-lo ao meu ritmo. Quero acreditar que ser um jornalista da vida, como o aprendi com F.A., e ter interesse genuíno em todos os que me rodeiam para aprender com eles sobre tudo, irá eventualmente se materializar em algo realmente útil para os outros. Quero acreditar que, como o Jobs, mais tarde irei connect the dots. Não no sentido de ser como ele, mas no sentido de toda esta exploração mais tarde fazer sentido. Corro o risco de isso nunca acontecer, mas para já não vejo outra forma.

Anywho.... Ainda não sei onde esta linha de pensamento me vai levar, mas ao menos como o T.F. me disse uma vez: “ya, esses gajos têm mais respostas do que perguntas” - reconforta-me alguém que muito admiro reconhecer o valor do segundo relativamente ao primeiro.

E, finalmente, ainda não sei muito bem o que fazer com este termo mas gosto da ideia (que acho ainda não ser um conceito de marketing, embora tenha bastante potencial para o vir a ser): ikigai (“razão de ser” ou 生き甲斐 em japonês, como se eu fizesse ideia do que ali está escrito...).

Foi o M.S. (Max - ele é russo, por isso não vai ler este texto e posso dizer o nome dele) que me falou deste conceito. Reconforta-me a ideia prática de também ser válido pensar que aquilo que nos pode motivar não ser só “Portuguese Dream” (#proud).

É também perfeitamente possível que toda esta reflexão se deva ao facto de ser um canguichas e não ter suficiente confiança em mim para fazer CENAS. Mas isso tirava todo o romantismo deste texto.

….E…. já está! Se estavas à espera daquela conclusão motivacional com os 10 passos para seres feliz, é melhor abrir o facebook e esperares que alguém publique.

Obrigadinhos! Cumprimentos lá em casa, um abraço, um queijo e um beijinho ao mainovo!

P.S. a organização não se responsabiliza por eventuais calinadas gramaticais, uma vez que o periberam.pt e o google translate são cada vez mais utilizados e não no bom sentido (ex: PT-> EN/FR), embora aceite de bom grado correções de modo a mitigar os ferimentos dos sentimentos do Luis… Camões...

Enquanto tiveres liberdade para voar, também a terás para sonhar.

Muitas vezes vão te dizer o que deves ou não fazer com a tua vida... Fazem-te acreditar que, durante a maior parte dos teus dias na ter...


Muitas vezes vão te dizer o que deves ou não fazer com a tua vida...

Fazem-te acreditar que, durante a maior parte dos teus dias na terra, só serás alguém se terminares tirares boas notas, concluíres o 12º ano, fores para a faculdade, fizeres mestrado, conseguires um trabalho xpto com alto cargo e estável, ganhares bem, ficares noiva, casares, tiveres filhos e tiveres uma boa casa para os criar. Mas e se eu não quiser isso tudo? E se eu quiser dar um luto na minha rotina e conjugar a perfeição em outro lugar? E se eu quiser (desculpem as más línguas) mandar um "foda-se" para a estabilidade financeira claustrofóbica para ganhar tempo para alimentar os meus sonhos? A verdade é que já ganhei muito bem, mas sempre quis mais. Agora ganho muito menos, e dou por mim a dizer que, afinal, contentava-me bem com o que recebia antes. Então? Em que é que ficamos? Esta corda bamba do dinheiro só me mostra ainda mais o que, realmente, me abre o sorriso.

Deixas de ser tanta coisa quando não te desligas dos bens materiais, quando não te desprendes das pessoas que não largam do teu pé e vivem no teu ouvido, que são as primeiras a limitar-te a sonhar com o desconhecido, que te fazem recuar quando decides avançar, que te pregam rasteiras por não terem a coragem que tu tens: a de escolher outra vida que não aquela que escolheram para ti. Muitas dessas pessoas se dizem teus melhores amigos. Mas não são. Quando te tiram a escada para subires com a desculpa de que podes cair, para o teu alívio de espírito: podes virar-lhes as costas. Se depender deles, nunca serás mais.

Não tranques as emoções a cada batucada do teu coração. Deixa-as saírem disparadas! Quando ele bater forte, continua. Onde ele bater forte, fica. Aprende a reler os teus desejos, mesmo que já os tenhas guardado na gaveta. Muito provavelmente algumas dessas paixões já nem te lembras. Por isso é importante PARARES para perceberes se estás realmente bem na tua pele e se te vês nos passos que dás no caminho que tens construído. E se te apetecer gritar, GRITA! Eu grito contigo.

Um grito de Ipiranga para todos os que, assim como eu, querem ser muito mais. Não me rendo só a uma coisa. Não mesmo. Condenso o mundo num só grito quando me atrevo a sonhar, a soltar cá para fora os meus "eus" secretos que só o meu quarto os conhece... Quero tatuar o meu perfume no coração das pessoas que ainda não sorri.

Deixas de ser tanta coisa quando não olhas com os teus próprios olhos e não ficas à margem do que dizem as fake news e pseudo pessoas. A vida não precisa de ser sim ou sopas. Basta de triviais opostos que se atraem dia após dia! Do belo ou do feio, da saúde ou da doença, do sucesso ou do fracasso, do vulgar ou do raro. A vida está lá fora. É do outro lado que fazemos a viagem valer a pena. Sim! Às vezes é preferível sair do armário, perder um pouco de tudo aquilo que já conquistamos para correr atrás daquele frio na barriga, aquela troca de ensinamentos, que só quem sai do esconderijo renova a alma inquieta. Não é preciso ser poeta para mudar um verso da tua história. Não precisas ser forte aos olhos do mundo, dos olhos que não te lêem em vós alta e só te acompanham de longe. Esses que não conhecem o teu interior, as tuas fragilidades e fazem tudo para te manter preso numa gaiola.

Será que eu ia ser mais feliz no Nepal a ensinar inglês às crianças e a cultivar a terra com fogo de artifício? Nunca o vou saber se não der (desculpem-me mais uma vez a expressão) um "pontapé no cu" na fofoquice alheia e sociedade e for fiel ao meu coração.

Revês-te? Então faz alguma coisa. Faz-te ave e voa! Por que enquanto tiveres liberdade para voar, também a terás para sonhar.


Copines pour la vie!

Antes de te tornares minha cunhada, tornaste-te, FÁCINHO, uma das minhas melhores amigas. Já são muitos anos a lavar pratos, portanto. E ...


Antes de te tornares minha cunhada, tornaste-te, FÁCINHO, uma das minhas melhores amigas. Já são muitos anos a lavar pratos, portanto. E a verdade é que a minha vida nunca mais foi a mesma desde que nos cruzamos.

Ela trouxe-te sem avisar, mas trouxe-te por inteiro, com sorrisos e palavras assolapadas de Verão. E podes vir sempre que quiseres. Sabes porquê? Por que tenho o meu coração nas tuas mãos e a minha casa também é tua. E sejamos sinceras... O meu dia-a-dia sem ti é muito pouco.

Sabes...

Preciso de alguém que saiba ser a minha segunda pele, o fogo de artifício que arde nas minhas conquistas, o repouso das minhas pernas cansadas, o ronronar das minhas gargalhadas demoradas, o bloqueio das minhas preocupações e o filtro das minhas inseguranças. E tu és capaz disso, e muito mais.

Sabes...

Gosto muito de ti. E como não poderia gostar? Encontro em ti, muitas vezes, o meu reflexo. E o meu reflexo será sempre parte de ti. Seja na distância ou no até amanhã.

Espero que aquilo que nos une supere todas as rasteiras que a vida nos possa pregar.
Espero que aquilo que nos une seja para sempre, independentemente do quanto a palavra para "sempre" me aflige.

Espero que os nossos sonhos sejam tão verdadeiros como as palavras que trocamos.

Sabes...

Conseguiste despistar-me logo no primeiro encontro. Ainda me lembro como se fosse hoje...

Aquela semana em minha casa. Dias de karaoke e uma trip para ver o mundial de bodyboard na Praia Grande na carrinha do meu pai. Divertimo-nos tanto!!! Rimo-nos como se já nos conhecêssemos há anos. Que nostalgia! São estes salpicos de alegria e sulcos de lembrança que vejo no teu rosto sempre que estamos juntas. Mesmo crescidas, não dá para disfarçar as jeunes pousses de crianças que temos em nós sempre que abrimos um vinho em tua casa e nos desatamos a rir ao ouvir aqueles raps fatelas (money, ass, bitch, dollars, tits, pussy)!

P.S - só para relembrar... lol 😂👇👇


Sabes...


És das poucas pessoas que consegue ser tanta coisa ao mesmo tempo na minha vida. És melhor amiga, cunhada e mãe da minha sobrinha, mas eu vejo-te quase como uma irmã. E independentemente das cambalhotas que a vida possa dar, espero que saibas que tens sempre aqui o meu ombro e o meu sorriso aberto minha nina. Continua a apreciar a vida com a tua meiguice, a saborear todos os instantes com os teus ataques de riso, mas, sobretudo, a abraçar todas as pessoas que escolheste ter ao teu lado - aquelas que realmente te amam e fazem a diferença na tua vida, todos os dias.

Espero que as rugas que continuas a vestir sejam apenas resquícios das histórias que ainda temos para contar!

PARABÉNS !!!!! 💜🎉🎉

Djadja love you minha ninas,

Copines pour la vie, mais oui!


Estás careca de saber

... que é o teu sorriso que me salva quando tenho o coração em pedaços. É no assopro do teu abraço que me reencontro sempre que me perco....



... que é o teu sorriso que me salva quando tenho o coração em pedaços. É no assopro do teu abraço que me reencontro sempre que me perco. É nas tuas palavras que acordo a motivação que teima em sair-me do peito. Encontras sempre o que de melhor guardo em mim.

Cruzámo-nos em várias fases da nossa vida, sem nunca sequer nos conhecermos. Rever-me-te deixa-me com os olhos marejados, quase a quererem chorar. Sim, rever a ventania de amor que construimos também me dá vontade de chorar.

Entraste por acaso na minha vida. Mas não foi por acaso que nela ainda permaneces. Obrigada por vires sempre por inteiro, sem nunca deixares um espaço vazio entre o meu corpo e o teu. Este buraco que fazes questão de engolir e vesti-lo de ti.

Quando me perguntarem porque sou feliz, eu direi que o meu segredo és tu.

A gargalhada que me cria até hoje um frio na barriga e me multiplica em sorrisos. A tua humildade que vem de dentro, genuína, e me mostra tudo o que és. A tua curiosidade e vontade de querer ser sempre mais e melhor, sempre de mão estendida e desprovida de julgamentos. Há tanto de ti que me faz esquecer o desassossego do mundo. O teu olhar de miúdo que me enternece e que me faz esquecer que o tempo passa por nós. Há tanto de ti que até as próprias palavras me consomem.

Amo-te




Eu sei que vou ser sempre amor primeiro

Hoje. Hoje acordei com um gosto de ressaca, misturado com uma dorzinha no canto da boca. É de tanto sorrir. Há mais de cinco anos que a...


Hoje. Hoje acordei com um gosto de ressaca, misturado com uma dorzinha no canto da boca. É de tanto sorrir.

Há mais de cinco anos que acordo a sorrir. Há cinco anos encontrei um grande e verdadeiro amor e fiz dele uma aliança sem precisar de subir ao altar.

Há mais de cinco anos que encontrei a maré que não me afoga e o abraço apertado do entrelaçar das pernas mais caloroso.

Há cinco anos que tenho borboletas a crescer dentro do meu corpo de uma força impetuosa.

Há mais de cinco anos que descobri que sou importante para alguém.

Há cinco anos arrisquei caminhar na escuridão sem ver absolutamente nada. E ainda assim dei um passo atrás do outro, confiante. Tudo porque o amor que dei voltou para mim.

Há mais de cinco anos que sinto o sol a invadir-me todas as manhãs.

Há mais de cinco anos que me trocas as voltas e me tornas primavera em dias de inverno. 
 Há mais de cinco anos que consegues extrair o melhor de mim. 

Há mais de cinco anos que me fazes sair do eixo.

Há mais de cinco anos que escolhi morar em ti mesmo com todos os defeitos e diferenças.

Há mais de cinco anos que me dou por completo e por inteiro. Sem disfarces. Há mais de cinco anos que recebo, recebo muito. Mas o que me deixa absolutamente feliz é saber que, seja qual for o acaso da vida, eu sei que vou ser sempre amor primeiro.