Ainda me lembro como se fosse hoje quando a minha professora de infância me perguntou se a pessoa com quem eu estava na altura era &qu...

Amar é entregar o nosso íntimo sem deixar o nosso de lado

quinta-feira, março 15, 2018 MeiaLeca 0 Comments



Ainda me lembro como se fosse hoje quando a minha professora de infância me perguntou se a pessoa com quem eu estava na altura era "o tal". Uma pergunta tão simples, mas que me fez pensar - e se fez!

Hesitei e disse que "achava" que sim, ao que ela me respondeu: "se achas, é porque não é". Estas palavras nunca saíram da minha cabeça. Aquela pessoa que eu pensava que podia ser para a vida toda afinal não era - e como não era!

Não podia ser... e hoje sei o porquê. Duas pessoas não conseguem ser uma só quando, simplesmente, não sabem caminhar lado a lado com o propósito de evoluir e construir, juntos, a felicidade.

Com o andar da carruagem vejo o quão importante é estarmos sintonizados com a nossa cara metade para que a relação tenha pés para andar. Nunca ninguém me ensinou a formula do amor. Apenas sei que é amor. Hoje, sim, encontrei-te e aprendi que amar é entregar o nosso íntimo sem deixar o nosso de lado. Mas não deixar mesmo nada guardado na gaveta, nem mesmo os nossos sonhos enquanto um só. Como podes ser feliz com alguém se não estás feliz contigo próprio?

Por mais cliché que pareça, é mesmo muito importante amarmo-nos a nós mesmos para podermos amar os outros. Só assim não terás mais dúvidas de que só estás ali porque queres. Porque no meio de tantos colos é aquele que faz valer a pena cada luta diária.

Sábia fosse, mas não conheço todos os ingredientes do amor. Também não preciso. E sabes que não precisas quando começas a entregar-te a cada detalhe e não deixas nenhum passar. Sabem aquela música que costuma tocar na rádio, que prende a atenção na lembrança do rosto, do sorriso e, às vezes, até do choro? Quando a ouço é dele que me lembro. E deixo-me levar por cada palavra cantada sem nunca "largar-lhe da mão" - mesmo que na minha imaginação.

Aquilo que sinto por ti é tão real que mesmo a palavra mais curta dá-me aquela paz e certeza de que o sol sempre aparece depois das tempestades. Consegues sempre tornar-me a pessoa mais segura e forte quando vejo que és tu que fraquejas. Aliás, é caso para dizer: em que é que tu não me consegues tornar?

Acho que a base do amor é exatamente isso. Aquele poder de transformar-te: de seres sem hesitares, de saberes sem precisares de falar e, principalmente, de sentires. Aí, como é bom sentir. Sentir aquela saudade que te deixa sem fôlego, mesmo que só tenha passado um dia sem se verem. Sentir que fazes realmente parte da vida de alguém e de que és mais importante do que aquilo que imaginas.

Sentires aquela ânsia de beijar dos pés à cabeça, a toda a hora, em qualquer lugar, sem medo de julgamentos. Sentires que podes ser palhaça, dizer a coisa mais boba à face da terra, mas mesmo assim ele vai soltar uma gargalhada e dizer: "és mesmo parva", "tu não existes".

E por fim, sentir gratidão... Gratidão por teres chegado à minha vida na altura em que eu menos esperava, mas que tanto precisava. Contigo, sim, vale a pena construir o meu conto de fadas. Contigo, sim, vale a pena fugir, para bem longe, porque o mundo é demasiado grande para ser pisado sozinha.

Obrigada por nunca duvidares dos meus sonhos e do meu potencial. Obrigada por me teres escolhido no meio de tantas outras. Obrigada por cada passo que dás por mim. Obrigada pela montanha que subiste para me dizeres aquilo que não tenho coragem de escrever. Obrigada a nós. O dia já passou, mas que se lixe: a nossa vida não se resume a uma data, mas a tudo o que já conquistamos juntos durante este tempo todo.

E sabes o que mais? Se hoje a minha professora me pergunta-se se eras "o tal", eu gritava a pés juntos que SIM, sem pestanejar nem hesitar.

Não sei se se nota, mas sou mesmo muito feliz contigo.

Amo-te daqui até São Francisco  (parabéns!)

0 comentários: